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Ira

Meus olhos entreabertos fitavam

Os demônios que se matavam.

E os que vivem a vida em harmonia?

Eles gritavam.

O grito que vinha da garganta eles soltavam.

Sinfonias de gritos de ódio que ecoavam,

Eles cacofonavam,

Onde em lágrimas navegavam.

Sábio guerreiro, pelo que você luta?

De todos os inocentes que você mata

Ou no geral, de todas as vidas que você infecta,

A raiva que acorrenta,

A ira que intercepta.

A empatia não importa?

Vejo a expressão na faceta,

Fique em alerta.

Erguer as espadas,

Vingar as derrotas.

Honrar à quem as vitórias?

Talvez para as perdas?

Errado.

Para toda a raiva que merece as honras,

Todas essas pessoas mortas

Não existiriam sem guerras.

Toda a corrupção, hipocrisia,

Batem e rebatem, sem anestesia.

Para que a cortesia?

Tenho tudo que eu quero,

A raiva preenche cabeça vazia.

O fogo que se alastra nos corações me aquecia,

Vejo um mundo que se rendia

Perante o pecado que ardia.

JO
Autor João Víctor Miranda da Silva
Publicado em 7 de julho de 2021
Categoria Contos