Conta-se que uma jovem estava gravemente doente e precisou ser internada em um hospital.
Os médicos já não tinham mais esperança de sua recuperação. Apesar disso, a família decidiu esconder a verdade para poupá-la do sofrimento. Todos os amigos sabiam que ela estava em estado terminal.
Menos ela.
Sempre que perguntava se iria morrer, recebia a mesma resposta:
— Não. Você vai ficar bem.
Depois de muitos dias recebendo visitas, a jovem fez uma oração e um pedido muito especial.
Ela disse que, caso Deus quisesse lhe dar um sinal, que ele viesse por meio de flores.
Se fosse voltar para casa, gostaria de receber rosas brancas.
Se ainda tivesse um longo período de recuperação pela frente, rosas amarelas.
Mas, se sua morte estivesse próxima, que lhe enviassem rosas vermelhas.
Naquela mesma tarde, alguém bateu à porta do quarto.
Uma mulher entregou à mãe da jovem um buquê de rosas vermelhas.
As flores estavam murchas, sem brilho e pareciam já ter perdido toda a vida.
Antes de ir embora, a desconhecida apenas disse:
— Sou a mãe da Berenice.
Pouco depois, a jovem despertou.
A mãe comentou que uma senhora havia passado por ali e deixado um buquê de rosas para ela.
Sem imaginar a importância daquele gesto, acrescentou:
— Ela disse que era a mãe da Berenice.
A expressão da jovem mudou imediatamente.
Seu rosto empalideceu.
Depois de alguns segundos em silêncio, respondeu com dificuldade:
— Isso... isso é impossível...
— A mãe da Berenice morreu há dez anos.
Naquela mesma noite, a jovem faleceu.
Quando os funcionários do hospital verificaram as câmeras de segurança e os registros de entrada, descobriram um detalhe perturbador.
Nenhum funcionário, visitante ou paciente havia entrado ou saído do quarto naquele horário.
E ninguém jamais conseguiu identificar a mulher que entregou as rosas.
Conto revisado em 29 de junho de 2026.