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Anjo Lamentador

Já tiveram a sensação de estarem sendo observados?

Matheus sempre sentia isso, sempre que ia ao cemitério visitar o túmulo de seu irmão caçula, Diego, que havia sofrido um acidente de carro com um amigo aos 13 anos e não sobreviveu. Matheus tinha 23 anos, achava que essa sensação era normal pois estava em um cemitério, lugar aonde as almas descansam.

Em uma sexta-feira, como de costume, Matheus foi acender uma vela em seu túmulo, quando passou por um túmulo teve a sensação de estar sendo vigiado, ele olhou para ver o que era, em cima desse túmulo havia uma estátua, uma estátua de um anjo, a impressão era que o anjo estava olhando para ele, ele ignorou e seguiu em frente. Acendeu a vela, fez suas orações e foi embora, quando passou em frente do tal túmulo, olhou para o anjo e viu que algo estava estranho, a mãos do anjo estavam juntas, como se estivesse rezando, nesse mesmo momento Matheus pensou "Eu estou ficando louco" e foi embora.

Passou a semana toda pensando naquele momento sombrio.

Quando voltou ao cemitério na outra sexta-feira teve a ideia de tirar duas fotos do anjo, uma quando havia chegado e outra quando fosse embora. Quando chegou ao local tirou a foto, o anjo estava com os braços abertos. Ele foi até o túmulo de seu irmão e fez a mesma coisas como faz todas as sextas, voltou ao local do anjo para a segunda foto, quando tirou percebeu que o anjo estava com as mãos juntas novamente, assustado foi embora.

Chegou em casa, sentou-se no sofá e ficou observando as fotos, quando ele cometeu um erro, Matheus piscou. O que ninguém sabe é que as estátuas não podem se mexer, não quando alguém estiver olhando, como ele havia piscado o anjo havia se aproximado da tela, ele ficou assustado "Como isso é possível?"... ele piscou novamente e o anjo chegou mais próximo da tela, Matheus jogou seu celular no chão e correu para fora, mas a porta havia se trancado sozinha, ao olhar para trás viu que o anjo havia saído para fora de seu celular, ele começou a gritar e as luzes começaram a falhar, quando as luzes piscaram o anjo estava cara a cara com Matheus, ele era rápido, Matheus tentou correr para outro cômodo da casa mas o anjo o segurou pela blusa quando Matheus o deu as costas. As luzes se apagaram e a única coisa que se ouvia no mesmo momento era o silêncio.

No outro dia uma vizinha havia chamado a polícia pois havia sangue escorrido por debaixo da porta e ninguém atendia a porta. Quando a polícia invadiu a casa, havia apenas o celular de Matheus e muito sangue no chão e nem sinal do corpo ou algum móvel quebrado, A imagem do celular era sombria, era um anjo de costas tampando os olhos e esperando sua próxima vítima.

Conto revisado em 29 de junho de 2026.

JC
Autor JC Botelho
Publicado em 18 de dezembro de 2016
Categoria Contos