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O Amor É Irracional

Seu abraço, acolhedor.

O fim do seu sorriso é como ver o Sol se pôr.

Você rouba minha alma como um ceifador

E meu coração como meu mentor.

Tire minha dor!

Os mosquitos voam em volta como se tivessem sensor.

Grito sentimentos com muito ardor.

Terror,

Sentimentos voam em fervor,

Chocando-se uns aos outros com horror.

Fedor,

O cheiro aprodrecido do último domador,

Aquele que é conhecido como agressor,

Ele caça meu corpo como um caçador,

Seguindo meu cheiro como um manipulador.

Bagunçado, eu não era um organizador.

Às vezes a cabeça provoca dor,

Principalmente para o cultivador,

Aquele que cultivava meu vigor.

Os olhos se fechavam com o calor,

Era meu último dia de pavor,

Era tarde demais para me opor,

Era tarde demais para sentir pudor.

Você se transforma em apenas um odor,

A decomposição era uma beleza, inovador.

Eu era um sugador,

Sugando todo seu sangue com labor,

Suas visceras eu posso expor,

Esculpindo seu corpo com minhas mãos como um escultor.

O puz me lembra licor.

Vou me deitar por cima para fazermos muito amor,

Com o vermelho do seu sangue posso ser um ótimo pintor.

Acho que cansei de você,

Vou colocá-lo junto aos outros

No abatedor.

JO
Autor Arthur Alvarenga
Publicado em 25 de janeiro de 2021
Categoria Poesia