Hangar 18, Área 51 e os Segredos do Deserto de Nevada
Um amigo meu, que não tem acesso à internet, fez a seguinte pergunta:
"O que você consegue descobrir sobre a Área 51 e a instalação S-4, no Deserto de Mojave? Sei que o SETI fica praticamente ao lado, mas ninguém fala sobre o que realmente existe naquela outra instalação."
Bom... hora da história de acampamento.
Muitas pessoas já responderam explicando as informações básicas sobre a instalação localizada em Groom Lake, mais conhecida como Área 51.
Na verdade, Groom Lake é apenas uma parte do Nevada Test and Training Range, também conhecido como Nellis Test Range ou simplesmente Nellis Complex.
Acredita-se que o local tenha sido escolhido por Kelly Johnson, o lendário engenheiro da Lockheed, juntamente com um piloto de testes da empresa, durante um voo em busca de uma área isolada para realizar os testes do programa secreto U-2, desenvolvido para a CIA.
Os pilotos do U-2 apelidaram o local de Watertown Strip, enquanto os funcionários da Lockheed costumavam chamá-lo simplesmente de The Ranch ("O Rancho").
Segundo diversos relatos, o piloto que acompanhava Kelly Johnson nessa viagem era o famoso piloto de testes Tony LeVier.
Esses acontecimentos teriam ocorrido por volta de 1955.
Com o passar dos anos, outros centros de testes também passaram a ser chamados informalmente de The Ranch. Um exemplo é o Tonopah Test Range (TTR), localizado na região noroeste do Complexo de Nellis.
Grande parte dessas informações pode ser encontrada na biografia de Kelly Johnson, no livro Operation Overflight, de Francis Gary Powers, e também no romance Black Watch, de Ernest K. Gann.
Projetos secretos
Existem diversas publicações que sugerem a existência de projetos extremamente avançados sendo desenvolvidos nessas instalações.
Algumas das principais referências são artigos da revista Aviation Week & Space Technology (AW&ST), além de trabalhos de pesquisadores especializados em programas militares classificados.
Segundo essas publicações, os Estados Unidos estariam desenvolvendo aeronaves muito além do que normalmente é divulgado ao público.
A hipótese levantada é que esses projetos não representariam apenas uma evolução da engenharia aeronáutica convencional, mas sim tecnologias completamente novas.
Vale destacar que essas informações foram divulgadas por jornalistas especializados em assuntos aeroespaciais, e não por pesquisadores de OVNIs, o que tornou essas afirmações ainda mais interessantes.
Aeronaves exóticas
Em diversas edições da revista Aviation Week & Space Technology, publicadas entre 1989 e 1991, aparece a expressão "Aeronaves Exóticas" para descrever determinados projetos altamente secretos.
Alguns trechos dessas publicações afirmam que:
"Embora as instalações remotas do sudoeste dos Estados Unidos tenham servido durante décadas como centros de testes de projetos classificados, o número e a sofisticação dessas novas aeronaves aumentaram significativamente durante os últimos anos, impulsionados pelo financiamento de programas conhecidos como Deep Black."
"Alguns desses veículos parecem incorporar tecnologias muito além daquelas empregadas nas aeronaves convencionais atualmente em desenvolvimento."
"Existem indícios consistentes da existência de uma nova família de aeronaves baseada em sistemas de propulsão exóticos e conceitos aerodinâmicos que ainda não são completamente compreendidos."
Outro trecho chama ainda mais atenção:
"Pode ser difícil acreditar, mas existem razões para imaginar que o conhecimento completo sobre essas aeronaves permaneça oculto sob os mais altos níveis de classificação de segurança."
Segundo especialistas entrevistados pela revista, apenas um grupo extremamente restrito de pessoas teria conhecimento da existência desses projetos.
Alguns deles chegaram a afirmar:
"Há coisas muito maiores e muito melhores acontecendo por lá."
Os chamados "OVNIs Financiados"
Outra fonte frequentemente citada é um artigo publicado em 1988 na revista Gung Ho, assinado pelo pseudônimo Al Frickey, posteriormente identificado como o pesquisador James Goodall.
Goodall tornou-se conhecido por seus livros sobre o caça furtivo F-117A e por suas pesquisas envolvendo programas militares classificados.
No artigo, ele utiliza a expressão "Unfunded Opportunities (UFOs)", um jogo de palavras utilizado informalmente dentro do meio aeroespacial para se referir a projetos secretos extremamente avançados.
Segundo depoimentos apresentados por Goodall, alguns engenheiros e oficiais ligados a esses programas fizeram declarações bastante curiosas.
"Estamos testando veículos cuja descrição desafia qualquer comparação conhecida."
"Comparar essas aeronaves ao SR-71 seria como comparar o projeto de um paraquedas desenhado por Leonardo da Vinci com um ônibus espacial."
Outro engenheiro aposentado da Lockheed afirmou:
"Existem coisas voando sobre o deserto de Nevada que fariam George Lucas babar."
Independentemente de serem verdadeiras ou não, essas declarações ajudaram a fortalecer ainda mais as teorias envolvendo a Área 51 e outros centros militares classificados.
E o Hangar 18?
Quando o assunto é o famoso Hangar 18, a maioria das histórias está ligada à Base Aérea Wright-Patterson, em Ohio.
Esses rumores ganharam força durante a década de 1970 e afirmavam que o hangar armazenaria destroços de naves extraterrestres e até corpos de supostos alienígenas recuperados em acidentes, como o famoso Caso Roswell.
Nunca foram apresentadas provas concretas que confirmassem essas alegações, mas o Hangar 18 tornou-se um dos maiores símbolos da ufologia moderna, inspirando livros, documentários, filmes e inúmeras teorias da conspiração.
Conteúdo revisitado em 29 de junho de 2026