Neste relato vou contar um dos crimes mais chocante é aterrorizante que tive que resolver. Era 1980, lembro que fui chamada para resolver um crime misterioso que tinha acontecido no Texas, EUA. Cheguei no local, encontrei um dos meus amigos e começamos a conversar. 

– Que estranho Rob! A casa estava fechada, ninguém ouviu barulho nenhum ou não querem falar o que aconteceu. O mais estranho é como a vítima morreu no local. Ela sofreu 10 tiros no total, pedaços do corpo estavam faltando e parecia que (a) o suspeito (a) tinha devorado o corpo depois que ela morreu. 

–  Que horror Ana! Eu acredito que depois que ela foi morta, o cheiro do sangue pode ter atraído animais como ursos negros que vivem na região e por sentirem falta de comida eles comeram a carne dela. 

Tiramos e recolhemos todas as provas possíveis que estavam no local do crime. Pegamos um dos projéteis que estava próximo da vítima, tiramos amostras de cabelo e recolhemos um dos dentes que tinha bem do lado do rosto da vítima. As fotos eram de rastros de sangue, uma das balas que não a atingiu, marcas de sapato, sangue no local e por fim a foto da principal vítima. 

Depois que fizemos toda a análise, nós finalmente conseguimos identificar a vítima. Seu nome era Jessica Willis, uma jovem garota de 21 anos, que estudava em uma escola muito famosa do Texas. Também conseguimos identificar o principal suspeito. Robert Prater, um rapaz de 30 anos que usava drogas e dava em cima de garotas. 

Na manhã seguinte fomos interrogar a família de Jessica para saber se eles sabiam quem era o Robert e qual era a relação dos dois. Fomos até a sua casa, apertamos a campainha e fomos atendidos pela a sua mãe, nos convidando a entrar. 

– Prazer somos da polícia, queremos saber o que aconteceu naquele dia que a sua filha foi morta. Me chamo Ana, e ele é meu companheiro Robert. 

– Prazer! Naquele dia a nossa filha tinha acordado para ir para escola. Ela tomou café, tomou banho e se trocou para ir para a escola. Eu e meu marido trabalhamos em uma loja perto da nossa casa e ela fica aberta até 24h, foi por volta de 22:00 da noite recebemos a notícia. 

–  Você sabe qual a relação entre o Robert e sua filha? 

– Não sabemos Ana. Mas um vizinho disse que viu quando o Robert saiu da cena do crime e ele viu a fisionomia do criminoso perfeitamente. 

– Pode nos contar como ele era? 

– Claro. Ele era alto mais ou menos 1,80, tinha cabelos crespos, sua pele era negra e tinha um distintivo da polícia militar. 

Depois de saírmos da casa, percebi que o Rob estava inquieto, roendo as unhas, seus pés estavam tremendo e ele estava bem suado. Será que é o Rob? Não era possível o seu nome era diferente do criminoso, apesar da sua fisionomia ser bem parecida com o Robert. 

–  Rob, porque você ficou daquele jeito quando a mãe da vítima descreveu o criminoso? 

–  Nã... não! É que eu estou tendo ataques de ansiedade ultimamente. 

Para tirar a minha dúvida principal sobre o criminoso, eu e meu chefe fomos no local do crime e fizemos toda a restituição do começo ao fim. No dia do crime, a Jessica estava dormindo, foi quando o Robert entrou dentro da sua casa sem que ninguém percebesse,  foi até seu quarto e atirou dez vezes. Porém faltava a parte do canibalismo, no começo pensávamos que era um urso que sentiu o cheiro e comeu ela. Entretanto, não tinha nenhuma pegada de urso, as marcas pelo corpo não eram compatíveis. Tiramos uma foto da mordida, levamos para o laboratório, fizemos o teste da mordida de um urso com um humano e descobrimos que a mordida era do meu companheiro Rob. 

Não tínhamos outra escolha a não ser interrogar o Rob mesmo que a minha mente e meu coração negasse. Fui até a sala do interrogatório com meu chefe e outro amigo meu. Eu percebi que ele estava no mesmo estado quando ele saiu da casa da mãe da Jessica, porém bem pior. Respirei fundo, sentei, olhei para dentro dos seus olhos e comecei a falar. 

– Por que você fez isso Rob, melhor Robert Prater? 

– Você quer saber qual real motivo de ter matado e comida a carne? Eu matei por puro prazer. Naquela noite eu usei muita droga até eu ficar totalmente louco e vontade de comer carne humana fresca. Fui uma casa aleatória, tirei os sapatos, consegui abrir a porta com um clips e vi uma jovem muito bonita. Sem dó e piedade apontei a arma antes que ela pudesse gritar ou se defender, dei 10 tiros nela, esperei ela morrer e saboreie aquela carne fresca. 

– Meu Deus. Então você confessa o crime Robert? 

– Sim! Inclusive eu faria tudo de novo para saborear carne humana fresca, só não fiz isso com você porque a sua carne não é tão boa. 

No dia 22/03/1980 Robert Prater, foi condenado a prisão perpétua sem direito de habia corpus. Depois de 20 anos preso ele morreu na cadeira elétrica.