Tinder

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Há 3 semanas

Hoje, a maioria das pessoas usam esse aplicativo para conhecer novos amigos e/ou uma paquera bem legal e divertida. Mas muitos, vão além disso.

Eu me chamo Rafael e o que vou contar a vocês, não será muito agradável para os olhos.

A duas semanas atrás eu estava em minha casa vasculhando o celular e procurando algo interessante para fazer. Estava de férias da faculdade e já começava a ficar entediado.

Olhava um aplicativo de fotos quando meu celular vibrou em minhas mãos com uma notificação do Tinder. Uma garota com o nome Júlia havia me mandado uma mensagem para conversar no chat. Eu, obviamente, abri o chat e começamos a conversar.

Ela era linda e divertida, com longos cabelos pretos, pele morena, olhos claros. Não demorei muito para convidá-la para sairmos naquela mesma noite. Ela, estranhamente, aceitou sem pestanejar. Fiquei bastante entusiasmado por ter algo para fazer e saber que teria uma noite agradável ao lado de alguém linda divertida como Júlia.

Marcamos para sairmos as 19h. Quando a tão esperada hora chegou, peguei o carro e fui ao seu encontro.

Quando cheguei no endereço em que ela havia me falado, estacionei o carro e liguei para ela. O bairro onde ela morava era um tanto estranho. Não havia ninguém nas ruas. Algumas casas com o design todos iguais e com um aspecto sombrio em cada uma delas.

A ligação chamou duas vezes, e na terceira ela atendeu...

"Suba. Já estou terminando de me arrumar. A chave está debaixo do tapete."

Fui então até a varanda e próximo a porta havia um tapete verde escritório SEJA BEM VINDO. Bem cordial... Peguei a chave e abri a porta.

Sua casa era linda. Bem estilo jovial. Alguns pôsteres nas paredes. Televisão com um de última geração. Nada de tão assustador ou estranho. A não ser pelas obras de artes bizarras que ela tinha por toda a casa. Eram alguns bonecos de cera em tamanho real. Homens, mulheres... E todos jovens. Alguns eram apenas membros como braços, pernas ou troncos, alguns nas paredes dentro de quadros, outros vestido com roupas antigas. Era bizarro de se ver, mas, naquele momento, Júlia era o que me importava.

Então subi para seu quarto e bati na porta. Ela abriu e... Nossa... Como ela é linda. Terei uma noite maravilhosa com ela.

Ela me pediu para me sentar em um sofazinho que havia próximo a sua cama. Me sentei e não consegui esconder a minha curiosidade em saber sobre os bonecos de cera na casa. Perguntei o que eram aquela "arte". Ela sorriu e me disse que seus pais são colecionadores de bonecos de cera. Disse que era um jeito bem bizarro de chamar a atenção.

Eles colecionavam esses bonecos e partes deles. Alguns eram de épocas bem diferentes. Outros já mais recente. Ela disse que odiava aquelas coisas, mas, seus pais adoravam. Disse que ela estavam esperando mais um para a coleção bizarra deles. Nesse momento, senti algo atingir meu pescoço, como se fosse uma picada de abelha. Levei minha mão ao lugar da dor e tirei um pequeno dardo. Senti meu corpo caindo ao chão e perdendo os sentidos.

Quando acordei, me vi em pé amarrado em uma espécie de aparelho com minha boca costurada, sem roupas e com meu corpo todo depilado. Vi sangue escorrendo pelos meus braços e pernas. Uma dor insuportável sentia na medida em que Júlia cortava meu peito e tirava de dentro de mim meus órgãos.

A vida já se esvaia de mim quando ela se aproximou do meu ouvido e disse:

"Cuidado com quem você conversa ou chama para sair nesses aplicativos, poderá ser seu último contato."

Então, ela se afastou e puxou uma corrente que dava acesso a um grande barril de ferro em cima de mim cheio de cera quente.

E a partir daí, passei a fazer parte de sua enorme coleção de bonecos de cera.

Comentários

Anônimo
Curti!
25/09/2020
Anônimo
Muito bom
03/10/2020
Anônimo
Amei
07/10/2020