Jimmy era um garoto de 10 anos bem ativo em sua vida. Amava jogar bola com os amigos depois das aulas em um campo baldio que ficava próximo à sua casa, essa era a diversão deles durante toda a semana. Ele era um garoto bem agitado que não gostava muito de ficar só em casa mexendo no celular ou jogando em seu PC. Não que ele não gostasse de fazer isso, mas preferia sempre a natureza e tudo que ela proporciona.

Após o jogo de bola, ele ficava em casa curtindo o momento em família e essa era a rotina de Jimmy. Era uma vida normal, cheia de aventuras e nada do que pudesse reclamar. Seus pais eram professores e lecionavam na mesma escola que ele estudava. Tinham uma vida tranquila, sem muitos luxos é claro, mas era uma vida boa para todos.

Todas as noites, quando Jimmy ia para seu quarto, ele sempre observava que a porta do sótão, que ficava no seu quarto, estava sempre aberta. Isso o deixava indagando do porquê que sua mãe ou seu pai deixava-a daquele jeito todos os dias; “O que tanto eles iam fazer lá?”. Obviamente, achando que fossem seus pais, Jimmy não os questionou e deixou isso 'pra lá, afinal, não era nada de assustador.

Ele gostava bastante de assistir filmes e vídeos relacionados ao terror, mas nunca acreditou nessas coisas, ele procurava acreditar que tudo era somente fruto de uma imaginação fértil de um alguém que não tem muito com o que ocupar seu dia. Certo dia, sua mãe estava reclamando com ele por ser muito acomodado e preguiçoso, ele retruca e diz: “Olha quem fala! A senhora sempre deixa a porta do sótão aberta!”. Sua mãe ficou sem entender e disse que há tempos não ia até o sótão, ele, então, perguntou ao seu pai e ele também disse que não ia lá há dias. Isso deixou o pequeno Jimmy intrigado, mas não levou muito adiante.

No dia seguinte, ele decide dormir com a porta do sótão aberta para saber o que estava acontecendo… foi um erro crucial. No meio da noite, Jimmy acorda com uma sensação de ter alguém o observando. Ele, então, olha para a porta do sótão e vê uma figura escura e alta olhando fixamente para ele. Sem pensar duas vezes, ele salta de sua cama aos berros e vai em direção ao quarto de seus pais relatando o que havia visto, mas eles não dão ouvidos à ele e dizem que foi apenas um pesadelo, que era para voltar para a cama e tudo se resolveria logo pela manhã.

Ele decidiu ouvir seus pais, mas Jimmy sabia o que havia visto e sabia que não estava sonhando. No dia seguinte, ele decidiu não investigar o ocorrido e deixar sempre a porta do sótão fechada

Por mais que todas as noites, quando ele entrava no seu quarto, ela estivesse aberta, ele estava sempre fechando-a.

Mas como não há nada em oculto que não seja revelado, Jimmy descobriu logo o mistério por trás da porta que nunca ficava fechada.

Uma semana se passou após aquele ocorrido, e Jimmy, juntamente com seus pais, já havia esquecido aquele bizarro momento. Tudo ocorreu bem naquele dia, os pais foram para o trabalho, ele foi para a escola, jogou algumas partidas no campo baldio e voltou para casa para o jantar. Quando ele entrou no quarto, viu a porta do sótão aberta novamente, ele deu alguns passos em direção a ela com a intenção de fechá-la, como fazia todas as vezes, mas ele parou na metade do caminho quando viu que uma corrente suja de sangue estava caída próximo a porta. Ele ficou paralisado e antes mesmo de esboçar qualquer reação para avisar aos pais, Jimmy sentiu a faca atravessar suas costas deixando a ponta visível em seu peito. Ele sabia que sua irmã, Samantha, a quem eles deixavam trancada no sótão por ter uma anomalia estranha no corpo que a deixava corcunda, estava forte e com sede de vingança. Ela se alimentava das baratas e ratos que por ali passavam e abria sempre a porta do sótão para ver seu irmão dormir.

– Durma bem irmãozinho. Agora vou dar meu beijo de boa noite na mamãe e no papai. – ela disse retirando devagar a faca que estava cravada em suas costas.

Eles deveriam ter dado ouvidos a Jimmy naquela noite.