Origem dos Vampiros

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Há 4 meses

Ninguém sabe quando foram relatadas as primeiras figuras vampirescas, mas as lendas datam de pelo menos 4 mil anos, com os antigos assírios e babilônios da Mesopotâmia. Os mesopotâmicos temiam Lamastu (também soletrado como Lamashtu), uma demônio que caçava humanos. Na lenda assíria, Lamastu, filha do Deus do céu Anu, entrava numa casa à noite e roubava ou matava bebês em seus berços ou no próprio ventre materno. Acreditava-se que as mortes de crianças e os abortos eram causados por ela.

Lamastu, cujo significado é “a que apaga”, também caçava adultos, sugando o sangue de jovens rapazes e trazendo doenças, esterilidade e pesadelos. Ela é frequentemente descrita como tendo asas e garras de pássaro e, às vezes, com cabeça de leão. Para se proteger da Lamastu, as mulheres grávidas usavam amuletos que descreviam Pazuzu, um outro Deus do mal que certa vez a derrotou.

Lamastu é associada a Lilith, uma figura proeminente em alguns textos judaicos. Os registros sobre Lilith variam consideravelmente, mas nas versões mais notáveis da história, ela era a mulher original. Deus criou Adão e Lilith a partir da Terra, mas logo apareceram os problemas entre eles. Lilith se recusou a obedecer Adão, já que foi feita do mesmo material que ele e, portanto, eram iguais.

Em uma versão antiga da lenda, Lilith deixou o Éden e começou a ter seus próprios filhos. Deus enviou três anjos para trazê-la de volta e quando ela se recusou, eles prometeram que matariam 100 de seus filhos todos os dias até que ela retornasse. Lilith, em troca, jurou destruir crianças humanas.

Acredita-se que os registros de Lilith como uma matadora de crianças foram tirados diretamente da lenda de Lamastu. Ela é frequentemente descrita como um demônio alado com garras afiadas que aparecia à noite, principalmente para roubar crianças e fetos. Muito provavelmente, os judeus assimilaram a figura de Lamastu em suas tradições, mas é possível também que ambos os mitos tenham sido inspirados por uma terceira figura.

Ao mesmo tempo que é descrita como uma criatura aterrorizante, Lilith tem também qualidades sedutoras. Os antigos judeus acreditavam que ela aparecia para os homens à noite como um súcubo.

Os antigos gregos temiam criaturas semelhantes, notavelmente aLamia, um demônio com cabeça e torso de mulher e parte inferior do corpo de cobra.

Em uma versão da lenda, Lamia era uma das amantes mortais de Zeus. Com muita raiva e ciúmes, a esposa de Zeus, a deusa Hera, enlouqueceu Lamia, fazendo com que ela comesse todos os seus filhos. Quando Lamia percebeu o que tinha feito, ficou tão furiosa que se transformou em um monstro imortal, sugando o sangue de crianças por ter ciúmes de suas mães.

Os gregos temiam também as empusai, as filhas maliciosas deHecate, a deusa da bruxaria. As empusai, que mudavam de forma, vinham de Hades (a terra dos mortos) à noite na forma de belas mulheres. Elas seduziam pastores nos campos e, em seguida, os devoravam. Uma criatura semelhante, o baobhan sith, aparece no folclore celta.

Figuras vampirescas possuem também uma longa história na mitologia da Ásia. O folclore indiano possui alguns personagens assustadores, incluindo o rakshasa, que caçava crianças, e osvetala, demônios que se apoderavam de corpos de pessoas recentemente falecidas para levar a destruição aos vivos.

No folclore chinês, os cadáveres saíam dos túmulos e caminhavam entre os vivos. Esses k’uei foram criados quando o p’o (espírito inferior) de uma pessoa não passava para o pós-vida no momento de sua morte, geralmente devido ao mau comportamento durante a vida. O p´o, com raiva de seu terrível destino, reanimava o corpo e atacava os vivos à noite. Um tipo particularmente vicioso de k’uei, conhecido como Kuang-shi (ou Chiang-shi), voava e assumia formas diversas. O Kuang-shi era coberto de pêlos brancos, tinha olhos vermelhos e brilhantes e mordia suas vítimas com presas afiadas.

Tribos nômades, ciganos e os caixeiros viajantes espalharam diversas lendas sobre vampiros por toda a Ásia, Europa e Oriente Médio. Conforme essas histórias iam de um lugar a outro, os seus vários elementos se combinavam para formar novos mitos sobre vampiros. Nos últimos mil anos as lendas sobre vampiros foram enriquecidas especialmente pelos europeus.

Quase na mesma época que essas histórias começaram a se difundir, iniciou-se o processo de cristianização da região e as lendas de vampiros sobreviveram como mitos.

Os ciganos chegaram à Transilvânia pouco tempo depois de Vlad Drácula nascer, em 1431. O vampiro aqui era o fantasma de uma pessoa morta, que na maioria das vezes fora uma bruxa, um mago ou um suicida. Eram criaturas temidas porque se pareciam com os vivos. A única diferença era que eles não possuíam sombra, nem se refletiam em espelhos. Além disso, podiam mudar sua forma para a de um morcego, eram difíceis de capturar e muito perigosas. Durante o dia dormiam em caixões e à noite alimentavam-se de sangue humano.

A tradição diz que não podiam entrar numa casa se não fossem convidados. Mas uma vez que eram podiam retornar quando bem entendessem.Os vampiros eslavos também podiam transformar suas vítimas em vampiros e eram virtualmente imortais.

Alguns rituais podiam matar m vampiro: transpassar o coração com uma estaca, cortar sua cabeça ou queimar seu sangue. Esse tipo de vampiro também é o mais conhecido por ter sido imortalizado na história do Drácula, de Bram Stoker.

Relatos de Vampiros no Brasil

Encontrei alguns relatos de vampiros no Brasil, um em minha cidade e outros dois em cidades que conheço e já visitei. É o seguinte, não se esses relatos são reais, contudo, deixo aqui para quem se interessar em ler. Eu particularmente, acho bem interessante.

Primeiro Conto

O seguinte relato foi enviado no fim da década de 90 por Vagner Cardoso, de Campinas/SP, a um amigo meu que mantém uma Home Page sobre “coisas sobrenaturais” e “fatos inexplicáveis” chamada “Estronho e Esquésito” (os erros na grafia são propositais). O próprio Vagner deu ao seu relato o título “As Criaturas da Noite”:

Isto aconteceu mais ou menos em 1969, um vizinho meu que era muito estranho, diziam que ele se chamava José Goé, tinha mais ou menos uns 97 anos. Tinha dois filhos que eram muito estranhos também e nunca saia de casa para nada, inclusive não sei o que comiam, pois não iam na padaria.

A única vez que os vi, os 3 estavam saindo de casa uma madrugada as 3:30, eu estava chegando da noite e por acaso encontrei as figuras horripilantes. – no bairro eu conto mas eles duvidam de mim – Estavam com a boca suja de sangue e os olhos arregalados como se fossem verdadeiros zumbis. Não parei o carro e continuei seguindo em alta velocidade. Fiquei desnorteado ao ver aquilo e corri em direção a um posto policial que ficava mais ou menos a uns 3 km do local.

Em uma certa travessa parei para fazer o cruzamento de uma avenida quando os 3 apareceram ao lado de meu carro no vidro (já estava longe deles. como chegaram até lá?!). Aí sim vi de perto, não podia acreditar no que via. Tinham presas iguais a de lobos, as quais deviam estar sedentas para sugar minha artéria. Disparei em alta velocidade e continuei o trajeto sem parar em lugar algum.

Quando cheguei no posto policial só havia um guarda, que me informou que haviam acabado de receber um chamado muito estranho de que tinham encontrado um rapaz morto sem nenhuma gota de sangue em seu corpo e que estava até transparente. Contei o fato que tinha acontecido comigo e ele hesitou em acreditar. Me acompanhou até minha casa e mostrei a casa do vizinho.

No outro dia foram fazer uma vistoria na casa e para minha surpresa e a de vocês, não havia ninguém e muito menos móveis e nem vestígios de que passou alguém por ali há muito tempo. Quem seriam as terríveis criaturas com quem me deparei?»

Segundo Conto

O seguinte relato foi enviado por Leo a lista dos moderadores do site Mundo Vampyr em 12 de Janeiro de 2001 contendo o título “suspeita estranha”:

Tenho um jipe 72 no qual desfruto de trilhas diante a natureza. Moro em Bauru-SP (interior de São Paulo) aonde eu curso odontologia, nunca joguei nem tinha conhecimento de RPG por isso não sou um jogador fanático tentando fazer mala pra vocês.

Estava a uns 40mim de Botucatu aonde tem uma trilha Cuesta de Botucatu,mata serrada, resolvi desviar-me do grupo que não era muito grande (apenas 2 jipes). Por volta de 22:00 eu comecei a perceber movimentações estranhas não muito longe de nós, armado de uma espada Katana na qual carrego no jipe, meu parceiro de uma espingarda carabina fomos ao encontro do desconhecido barulho.

Seguindo a pé sem luz em mata fechada, era como se tivesse alguma coisa nos guiando, nos caçando, tipo cercando dava a impressão de estar sendo levado para uma armadilha. Foi quando chegamos perto de um tipo aquelas coisas que tem em cemitério, tipo uma casinha coberta com trepadeiras, cheirava a velório; foi quando meu amigo apontou a carabina pra uma pessoa suja, a qual estava no chão com um saco de plástico na mão aonde tinha carne crua, pedaços de carne vermelha que ele punha na boca enquanto o interrogávamos (‘o que ele estava fazendo ali?’, etc.); pedaços que sangravam muito conforme ele falava e parecia que ele gostava mais ainda quando escorria pelo canto da boca. Foi então que pelo Radio da motorola aqueles Spirit (radio manual de polícia) de longo alcance recebemos o chamado do outro jipe, para que voltássemos o mais rápido possível que um dos amigos poderiam ter sofrido um acidente porque caiu dentro de um poço enquanto reconhecia terreno a pé. Mediante a este fato não viramos de costas para o cidadão sujo em momento algum, então enquanto caminhávamos voltado com os olhos para ele, até quando a visão alcançou e de repente varias gargalhadas como se houvessem umas 5 pessoas ao nosso redor e saíram todos correndo fazendo aquela algazarra pelo mato.

Terceiro Conto

Em novembro de 2001 participei de uma discussão sobre os formatos de rostos na Pedra da Gávea na lista da Sobrenatural-HP. Lá fiquei conhecendo Roberto, um alpinista do Rio de Janeiro, que já ouvira muitas histórias insólitas envolvendo a pedra. Entre outras, ele contou a seguinte:

Vou te dizer sobre um caso, serio que aconteceu na rodovia dos bandeirantes. Eu sou praticante de artes marciais convicto, e a pouco tempo eu pratiquei uma arte marcial que tem influência dos monges yamabushis que tinham como religião o budismo oculto (que quase ninguém conhece). Meu ex-mestre é um cara extremamente sinistro no sentido literal, e certa vez eu o perguntei sobre vampiros. Eu lhe perguntei:

– Aí, mestre, vampiros existem “mermo” ou tu ta de sacanagem?

E ele respondeu:

– Existem, só que eles atacam mais no sapatinho… Não são tão sinistros assim.

E ele me contou a historia do seu amigo que certa vez estava em um bar e surgiu um assunto a respeito de um suposto tesouro espanhol enterrado na rodovia dos bandeirantes, que é protegido por um vampiro (outras versões é um ET); o cara não acreditou e foi lá ver, passou por uma igreja conforme o planejado, até chegar em uma casa meio gótica tomada por plantas do tipo Era sobre as paredes, janelas quebradas, e muito, mas muito velha mesmo. Quando o cara viu a casa se aproximou com seus amigos para ver e quase morreu de susto com o que aconteceu: De lá (da casa) saiu um bicho (não tinha aparência humana não…) dentuço e forte (seus caninos são os de um vampiro, porem vampiros são de aparência humana, eu acho). O cara começou a atirar porque ele já havia sido alertado desse bicho, mas não acreditava (mais se preveniu). Começou a atirar e o bicho correu atrás deles, mas eles fugiram…