Orfanato

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Há 2 semanas

Meu nome é Lucy, tinha uma vida normal e feliz, até o mês de abril do ano de 1995. Era um dia de quarta feira, meus pais saíram cedo para trabalhar e eu fiquei em casa dormindo quando chegou a notícia de que eles sofrera um grave acidente de carro e nenhum dos dois haviam sobrevivido.

Não suportando a dor de perdê-los corri para a casa de um vizinho amigo da família e apenas chorei. Após o enterro deles, a polícia chegou para então, me levarem a um orfanato da cidade.

Eu tinha parentes mais não queriam ficar comigo. Cheguei ao orfanato e ele parecia ter sido tirado de um filme de terror com a frente infestada de mato seco. Dentro, haviam algumas cortinas nas janelas um pouco sujas e rasgadas. O bom era que haviam várias crianças ali. Os policiais me deixaram e uma senhora de cabelos brancos segurou minha mão e me levou a um dos dormitórios.

Uma das menina me contou que toda noite uma criança desaparecia de dentro de um dos dormitórios. Fiquei com bastante medo, o que podia esperar de uma criança de 9 anos. Percebi que todas as outras crianças eram bastante assustadas e que haviam bem poucos funcionários ali. Chegou a noite e comecei a ouvir ruídos vindo das escadas do quarto, ouvi o choro de uma das meninas que ali estavam. Então, uma voz rouca e grossa disse:

-Eu te achei, agora faça silêncio!

A garota começou a gritar. Levantei da cama com o susto e olhei para a porta do quarto, foi quando o vi... Ele era alto, muito alto, com braços longos e unhas afiadas, usava um terno com a pele branca e sem rosto, tentáculos saiam de suas costas.

O ar ficou denso e frio enquanto a garota gritava, coloquei a mão na minha boca para que ele não ouvisse meu murmuro. Algumas outras crianças começaram a gritar também mas ninguém vinha para ajudar.

Segurando a menina, ele inclinou sua cabeça e sua boca foi se abrindo, com bastante força foi apertando-a até ela não respeitar mais, empurrando-a com seus tentáculos a engoliu por inteira.

As outras crianças começaram a adormecer, como se estivessem enfeitiçadas. Minha vista então começou a ficar cansada enquanto ouvia o som horrível dos ossos daquela menina se quebrando na boca do monstro.

Já era a quinta criança desaparecida somente aquele mês, ou melhor dizendo, morta! Os adultos não acreditavam em nós, a polícia nem ao menos queria aparecer por achar que se tratava apenas de pesadelos de crianças traumatizadas por alguma tragédia familiar.

Hoje é quinta feira e acabou de anoitecer. Algo nos impede de sair ou fugir daqui, os adultos não nos ouve gritar e ninguém acredita em nós, agora, estamos apenas a esperar para saber quem será a próxima a desaparecer e servir de jantar para ele.

Comentários

Anônimo
Incrível
18/11/2020
Anônimo
Assustador!
22/11/2020