Ela dizia que não poderíamos ficar juntos, por mais que eu sentisse algo realmente verdadeiro a seu respeito e eu verdadeiramente a amava. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser em nós dois juntos nos envolvendo em um amor platônico.

Nossos pais não sabiam disso, apenas eu e ela, e ela preferia manter tudo em segredo, mas meu maior desejo seria mostrar para tudo e todos e o quanto era louco por ela.

O tempo foi passando, fomos crescendo e o que sentia por Rebeca se tornava cada vez maior dentro de mim, e não poderia fazer nada para mudar isso, afinal, era algo involuntário.

O auge do meu sofrimento foi quando a vi começar a sair com outros caras, se envolvendo e se entregando, algo que eu queria para mim mas ela sempre me dando gelo e deixando claro que não poderíamos ficar juntos.

Eu não conseguiria ficar apenas olhando meu grande amor ir embora aos poucos, então bolava estratégias para que ela nunca firmasse um relacionamento com alguém.

Por muitas das vezes apresentava mulheres para seus namorados sem ela saber. Os otários na maioria das vezes sempre caiam nas minhas armadilhas, não eram 100% fiéis e verdadeiros com ela.

Os que ainda permaneciam fiéis, forjava fotos deles com outras garotas, criando uma desconfiança nela e fazendo-a terminar seus relacionamentos. No final de tudo, era sempre eu ali que estaria para consolá-la das desilusões da vida adulta.

Nunca precisei tirar a vida de nenhum deles, mas confesso que alimentava isso dentro de mim, só que não seria seria uma ideia tão sensata quanto parecia em minha mente.

Tentava de todas as formas, mas Rebeca sempre me rejeitava das formas mais grosseiras e dolorosas possíveis, até que um dia não aguentei.

Como morava em um apartamento alugado por conta da faculdade, a chamei para passar um dia comigo, era feriado de carnaval e estávamos de folga do trabalho. Inesperadamente ela aceitou meu convite e isso me deixou mega feliz.

Assim que ela chegou, abri a porta e, no momento em que a abracei, injetei uma toxina paralisante em seu corpo deixando-a totalmente impossibilitada de gritar, correr ou se movimentar. Ficava feliz por isso não ser fatal, assim poderia ter tempo com ela ao invés de um cadáver gelado e sem expressão.

Eu teria que sentir seu corpo no meu pela primeira vez após tantos anos sendo rejeitado. Como já era de se esperar, a toxina tinha um prazo para se expelir do corpo e a paralisia terminar, então teria que estar injetando pequenas doses algumas vezes para manter a paralisia. Nada tão letal.

O incrível, era que ela poderia ver, sentir e ter todas as sensações possíveis. Isso me deixava bastante excitado. Fizemos amor pela tarde, e quando a noite chegou, pude saborear seu corpo mais uma vez.

Após dois dias, meu telefone tocou. Atendi e estavam procuram por Rebeca dizendo que ela havia desaparecido a dois dias e não tinham nenhum sinal dela.

Ninguém viu ela sair de casa, ninguém viu ela chegar até aqui e entrar no meu apartamento. As vezes, o mundo conspira a seu favor e você nem percebe. Estava pronto para me entregar e ser preso por esse crime, eu sabia que ela me denunciaria por cárcere privado, estupro, sequestro e sabe lá outras coisas que poderia ser acusado, mas ninguém viu e isso me deixava isento de qualquer culpa.

Foram meses de buscas, investigações, mas nunca a encontraram. Encerraram as buscas e fecharam seu caso como desaparecimento. Fizeram um enterro simbólico e acredite, foi realmente lindo. Bom, foi difícil mantê-la aqui, mas com o tempo comecei a pegar o jeito, e agora estamos esperando um filho, nosso filho.

Comprei uma casa com um porão fantástico para ela morar, viver, ter nosso filho e sermos felizes assim como sempre desejei. O barulho das correntes que estão presas a ela me deixa com uma sensação de dever cumprido.

Eu sei, eu sei, é errado tudo isso, mas eu a amo, mesmo ela sendo minha própria irmã, eu a amo e iremos viver uma vida linda juntos.

Fico feliz por papai e mamãe não saberem do meu amor platônico por minha irmãzinha, e por ela nunca ter contado a ninguém, pois caso contrário, ela não estaria aqui agora.