Eu tinha 13 anos quando vi a besta pela primeira vez, eu moro em imperatriz, na época eu fui passar uns dias na casa de uma tia avó por parte de mãe, ela tinha uma fazenda cm muitos animais dentre eles eu tinha meu preferido um cavalo que nasceu cm um pequeno problema de saúde que o impossibilitava de correr como os outros cavalos, ele tinha as pernas mais curtas e atrofiadas, eu o apelidei de tob eu acho que ele gostou bom ele nunca reclamou… Em uma noite específica de lua cheia eu infelizmente fui deixada sozinha na casa dos meus tios avós, e ainda por cima eu cai na besteira de assistir um filme antigo de terror, os efeitos de áudio e vídeo eram horríveis nem dava pra assustar, já estava tarde e muito escuro no quintal de casa, eu normalmente n sentia medo de escuro porém a casa tinha muitas janelas e a maioria das lâmpadas estavam queimadas, apenas duas funcionavam, eu esteva sentada de frete a televisão e de costa para uma janela principal, depois de algumas horas sozinha eu já estava ficando com sono quase dormindo quando eu escuto um barulho muito alto e do nada a televisão para de funcionar, na época eu achei que um poste podia ter caído então nem liguei muito porém eu fiquei meio irritada por que o único jeito de eu me diverti lá estava estragado, eu n sabia o que fazer então fui sentar perto da janela principal, de lá eu podia avistar o meu cavalo tob, eu fiquei lá olhando ele por uns 30 minutos, até eu cair no sono, eu tinha o sono leve acordava cm qualquer barulho, eu acordei com o uivo ou gruindo muito alto n lembro muito bem, só sei que eu me assustei muito, eu olhei pra fora para ver se n tinha algo atacando um porco, eu n conseguia imaginar que minha vida corria um grande risco, eu n enxergava nada estava muito escuro, eu só conseguia ver uma agitação na área dos cavalos, eu n sabia oq estava acontecendo, eu achei que era uma onça que estava atacando os animais, eu estava apreensiva pois meu cavalo estava no meio deles, os grunhidos dos animais só aumentavam eu estava ficando com muito medo, eu já n sabia oq fazer, pensava em me esconder mais eu queria proteger meu cavalo, enquanto eu pensava no que ia fazer os gritos de agonizantes dos animais só aumentavam, eu tomei coragem e peguei uma lanterna e uma faca de corta pão e sai de casa, minhas mãos tremiam, eu já n ouvia barulho e nem grunhidos, fui em direção aos cavalos quando eu fui chegando perto eu vi um ser muito maior que os cavalos ele era muito peludo, a lua já estava em seu ponto mais alto, luz dela fazia os pelos prateados dos animal brilhar, eu quando o vi n consegui mais andar, minha pernas tremiam meus batimentos estavam muito acelerado, eu n sabia oq fazer então tive que tomar uma atitude, eu avistei uma macieira perto do cercado dos cavalos, meu único medo era que o animal me visse, eu tirei os sapatos e fiquei descalça na terra seca, fui devagar andando nas pontas dos pés, eu n sabia o por que a besta estava lá parada de cabeça baixa, eu consegui chegar macieira sem fazer barulho, fiz duas tentativas frustrantes de subir na árvore, na terceira eu consegui, quando eu já estava em uma altura considerável eu pude avistar o porque que besta estava tão imóvel, ele estava mastigando o pescoço do tob, eu entrei em choque comecei a chorar e fazer ruídos alto o suficiente para a besta parar de comer e procurar de onde o barulho vinha, quando eu consegui enxugar as lágrimas eu pude ver a face da besta, ela tinha o focinho logo é os dentes eram muito grandes, ele era magro alto e tinha os braços muito longo e nas pontas dos dedos garras enormes, e os olhos eram de um vermelho sangue brilhante,aqueles olhos eu nunca vou esquecer o focinho estava coberto de sangue do pobre tob, ele foi em direção de outro cavalo e com apenas um golpe ele dilacerou o pescoço do pobre animal, eu já n estava mais agüentando lá em cima, o medo que eu estava sentindo congelava minha alma, eu n tinha uma religião fixa porém meus pais iam para igreja, então eu sabia orar, e foi isso que eu fiz, eu orei muito e muito, o animal parecia que só estava interessado nós outros animais, eu só pensava em sair daquela árvore e voltar para a casa a onde eu estava supostamente protegida, eu tive que tomar coragem novamente, eu pulei de cima da árvore porém eu n tinha calculado quantos metros tinha, eu cai de mal jeito e torci o tornozelo, meu grito foi tão alto que a fera uivou como se tivesse sentido a dor também, eu n consegui andar então fiquei estirada esperando a morte, meu choro era alto muito alto, eu n conseguia ver nada pois a minha visão estava embaçada, a fera veio ao meu encontro, as passadas dela eram longas, quando ela pisava o chão todo estremecia, e com esse tremor eu só ficava mais apavorada. A fera parou em cima de mim, com uma pata de cada lado de meu corpo, Eu achava que ela era bípede porém ela ficou de quatro olhando para meu rosto, eu n conseguia olhar pra ela, eu nem imagina quem era a besta, o bafo do animal fedia a enxofre, meu estado de pânico estava acabou me deixando inconsciente a minha última visão foi a fera se afastando e dando uma investida com a boca em meu pescoço. Eu acordei no outro dia com a minha tia avó enfaixando meu braço esquerdo, eu n sabia o que tinha acontecido depois que eu desmaiei, meu braço doía muito, ardia, queimava, parecia que estavam jogando sal em cima. A expressão no rosto de minha tia avó era calma como se ela fizesse isso diariamente, eu n conseguia falar pois a dor n deixava, eu só me lembro de uma frase q ela disse, ” fique tranqüila minha filha essa dor vai cessar”, essa frase nunca saiu de minha mente, eu adormeci dnv, quando eu acordei já estava a noite, eu dei um pulo da cama e cai em pé perto da porta, quando eu olhei para trás tinha uns dois metros de distância da cama para a onde eu estava, eu me sentia diferente forte e muito ágil para uma garota de 13 anos, eu fui procurar minha tia avó quando eu estava descendo as escadas em direção a sala eu ouvi meu tio avó gritar, eu logo corri para saber oq estava acontecendo, quando qu cheguei na sala eu vi a infeliz da minha tia comendo metade do braço do me tio, ela estava com a pele negra da cor de carvão, e os cabelos estavam prateados como o da besta, eu gritei para que ela soltasse o braço do meu tio, ela olhou para mim seus olhos estavam vermelhos da cor de sangue eu me apavorei, porém algo estava acontecendo comigo senti meu braços ficarem longos e nas pontas dos meus dedos surgiram garras enormes que deviam medir 25cm cada, minha pele estava ficando branca como neve, eu pedi o sentidos por alguns segundos e quando retomei eu enxergava tudo diferente vias as cores de forma diferentes sentia cheiros que nunca pode sentir, eu via a besta porém eu era maior, eu n sabia oq eu era mais a raiva que eu sentia fez eu tomar uma decisão que eu não me arrependo, eu decapitei minha tia avó com apenas um golpe, depois que eu decapitei ela eu voltei a ser humana, eu sentia muita dor nos ossos pois ainda n estava acostumada com a transformação, eu fui correndo ajudar meu tio avo, ele com um olhar aliviado me disse que tudo ia ficar bem, eu falei que precisava de respostas, ele disse que iria responder todas as minhas perguntas. Alguns dias se passaram meu tio avô estava curado e eu cada vez mais forte, eu o queria respostas mais ele só ficava me enrolando, até que ele me contou, ele disse que nossa família foi amaldiçoada por uma bruxa à centenas de anos atrás, essa maldição permite que nossos corpos se transformem em bestas enormes e poderosas, essa maldição pula algumas gerações e acumula poder das gerações puladas, por isso que eu fui mais forte que minha tia avó, ele me explicou que a cor dos pelos mudam de acordo com a alma do amaldiçoado, meus pelos eram brancos por que eu n avia matado nenhum humano, o da minha avó era prateado por que ela matava só animais, ele me explicou que existem outros lycans mais fortes pois foram transformados, a cor dos pelos deles são pretos pois são raças diferentes. Meu avó ficou viúvo, e teve que usar uma desculpa esfarrapada para n contar de nosso segredo, o enterro foi lindo, porém o caixão foi lacrado, quando eu voltei pra minha casa eu tive que redobrar minha paciência, pois eu n queria arrancar a cabeça da minha mãe, eu fui investigando mais sobre os Lycans, descobri que somos uma raça milenar e que estamos em todo o mundo. Aprendi a controlar minha transformação, descobri que posso me transforma em lobo, fui conhecendo outros lycans pela internet, eles me ajudaram muito a controlar minha força e agilidade, me falaram que há uma alcatéia no sul do pais estou pensando em ir lá ver outros semelhantes E agora que já n sou mais uma garotinha eu estou aqui protegendo minha cidade de outros lycans desalmados, esperando a hora certa para me juntar a uma matilha.