Mentes Sombrias

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Há 1 mês

Não sou capaz de te ferir se não tiver algum motivo aparente, mas sim, posso tirar sua vida se isso valer a pena. Não sou louca ou alguma psicopata esperando apenas a oportunidade de tirar a vida de alguém inocente, não... Sou apenas um alguém vítima da crueldade do mundo.

Eu tinha 6 anos de idade quando meu tio veio morar um tempo conosco em nossa casa. Ele acabara de perder o emprego e não tinha como pagar o aluguel de seu apartamento. Ficaria conosco até conseguir um outro emprego, mas o tempo em que ele passou com minha família foi o bastante para ele arruinar minha vida.

Começou com uns carinhos estranhos quando minha mãe e meu pai saiam para trabalhar. Ele, para não ser um estorvo, se prontificava em me pegar na escola antes dos meus pais saírem do trabalho. Quando chegava em casa, passava a mão pelo meu corpo e sentia prazer nisso.

Certo dia os "carinhos" se tornaram mais intensos e ele me estuprou. Senti uma dor muito grande e passei a chorar copiosamente. Ele disse para eu parar de chorar antes que meus pais chegassem ou ele faria algo comigo. Com medo, me calei.

As violações se prolongaram durante anos, até que completei 12 anos de idade. Ele finalmente saiu de casa e se mudou para outro estado, mas o caos dentro de mim já havia instaurado. Fiquei psicologicamente abalada, não podia contar a ninguém, ele viria atrás de mim porque era o que ele falava. Meus pais também não acreditariam pois, ele tinha, aparentemente, uma boa índole.

Cresci com minha mente destruída. Não podia confiar em mais nenhum homem. Nenhum mais poderia me tocar, não novamente. Dentro de mim algo me dizia que eles teriam que morrer, teriam que pagar pelo o que aquele homem me fez, e o primeiro seria meu pai. Ele era irmão, teria que pagar pelo erro dele. Então, depois que completei 19 anos, dei início a minha purificação.

Em um dia, minha mãe havia saído para o trabalho e ele está a de folga. Fui até seu quarto e injetei clorofórmio com solda cáustica em seu pescoço. Não demorou muito para ele convulsionar e morrer. Ele pagaria pelo erro do irmão.

Sai e peguei um machado que havia no quintal. Depois disso, fui até a casa vizinha. Um garoto com a mesma idade da minha gostava de mim, me mandava flores as vezes. Eu não saia de casa, mas nesse dia ele me veria próximo a ele. Bati na porta de sua casa, ele estava só. Abriu e quando me viu abriu um sorriso... Vi o sorriso do meu tio em sua face, o ódio tomou conta de mim.

Então, o acertei com o machado várias vezes. Deixei-o morto no chão de sua casa e sai toda ensanguentada. Um homem tentou me ajudar achando eu eu havia me acidentado, olhei para seu rosto e vi o do meu tio. Só lembro de tê-lo golpeado em seu pescoço. Chamaram a polícia e fui levada presa. Me acusaram de insanidade e me deixaram presa nesse manicômio.

Eu não queria isso. Não queria fazer mal a ninguém. Eu era uma criança feliz, mas fui vítima da crueldade humana. Me tornei fria, sem amor, sem alma porque um homem tirou tudo o que era mais precioso de mim em troca de prazer... Tirou minha inocência. Me transformou no monstro que todos nós temos, basta alimenta-lo.

Comentários

Anônimo
Sensacional
11/12/2020