A malicia que escorre
Pelas cicatrizes do Abismo,
Corromperam os antigos deuses
E inevitavelmente nos corrompe,
Estica e rasga a linha tênue;

Que deveria nos proteger,
Ou separar-nos das visões cósmicas,
Que a imensidão noturna
Com tamanha maestria
Luta para esconder de nossos olhos.

Mas eu vi, as visões, a degradação
Que se esconde por de trás de cada estrela,
Nas profundezes dos corpos celestes.
Eu vejo!

Você vê em meus olhos

Enxergue a profundeza do enigmático
Mundo invisível, além das fronteiras do pesadelo.
Segure minha mão nessa viagem,
Enxergue além de mim,
Veja!

Pois, os corpos celestes regozijam
Enquanto devoram uns às outros,
Em meio a dança macabra do Cosmos.

Por de trás da janela da insanidade,
Há de existir o horizonte da sanidade,
Da sobriedade e desejo.
Onde essa minha malicia,
Talvez não exista.