Meus olhos entreabertos fitavam
Os demônios que se matavam.
E os que vivem a vida em harmonia?
Eles gritavam.
O grito que vinha da garganta eles soltavam.
Sinfonias de gritos de ódio que ecoavam,
Eles cacofonavam,
Onde em lágrimas navegavam.

Sábio guerreiro, pelo que você luta?
De todos os inocentes que você mata
Ou no geral, de todas as vidas que você infecta,
A raiva que acorrenta,
A ira que intercepta.
A empatia não importa?
Vejo a expressão na faceta,
Fique em alerta.

Erguer as espadas,
Vingar as derrotas.
Honrar à quem as vitórias?
Talvez para as perdas?
Errado.
Para toda a raiva que merece as honras,
Todas essas pessoas mortas
Não existiriam sem guerras.

Toda a corrupção, hipocrisia,
Batem e rebatem, sem anestesia.
Para que a cortesia?
Tenho tudo que eu quero,
A raiva preenche cabeça vazia.
O fogo que se alastra nos corações me aquecia,
Vejo um mundo que se rendia
Perante o pecado que ardia.