A Páscoa está chegando e como sempre, as lojas se entopem desses doces e chocolates. Um mais diferente que o outro, mas eles sempre tentam buscar atrair os consumidores com coisas novas, mas procuro não me atrair com isso.

Saí de casa na véspera de páscoa e muitas lojas estavam cheias de atrativos e doces de tudo quanto era jeito. Mas algo me chamou a atenção... Havia em frente a uma loja, uma senhora, com um avental, cabelos brancos e com um rosto doce. Estava com uma banca bem simples com apenas um doce dentro de um pode transparente vermelho, com um laço em volta escrito "Vende-se".

Aquilo instigou minha curiosidade ao extremo. Ao ponto de ir lá naquela banca com aquela senhora e perguntar o porque daquilo. E foi o que fiz. Fui até ela e no momento em que ela me avistou, deu um sorriso e disse: "Estava a sua espera!". Logo fiquei com cara de confuso e sem entender o que acontecera.

Ela me olhou com um jeito doce e carismático. Aquela senhora poderia está fazendo apenas um jeito diferente de marketing. Poderia abordar qualquer um que chegasse com ela que falaria a mesma coisa. Não dei muita importância e logo perguntei o que ela estava fazendo ali somente com aquele doce a venda. Ela disse que estava esperando alguém especial vir comprá-lo pois, seu ingrediente era único e que só poderia ser feito apenas uma vez a cada 10 anos.

Olhei para a senhora com cara de incrédulo. Não poderia acreditar nessa história, mas, ela me pareceu alguém que não apresentava nenhum mal, então, perguntei quanto era o doce, ela me falou o valor e, sinceramente, era muito mais barato do que os doces que estavam a venda na loja.

O embrulho era lindo, com laço vermelho, todo confeitado dentro de um pote todo decorado. Fiquei feliz pois iria surpreender minha esposa com algo simples mais que teria uma bela história por trás. Seria o "ovo de páscoa" ideal. Comprei, a senhora agradeceu e foi embora andando calmamente pela calçada levando sua banquinha.

Ao chegar em casa, deixei o embrulho em cima da cama para esperar ela chegar do trabalho. Quando ela enfim chegou, viu o embrulho e seus olhos brilharam de felicidade. Minha alegria foi grande quando vi ela feliz e surpresa com o presente. Me encheu de beijos e agradeceu com lágrimas nos olhos pelo presente que lhe comprara.

Ela então desembrulhou o doce. Era de chocolate, algo tão belo para os olhos. Ela, fechando-os, deu a primeira mordida. Foi o suficiente para várias agulhas perfurarem toda a sua boca. Me desesperei quando a vi com a boca toda ensanguentada e com várias pontas de agulhas sobressaindo sobre seus lábios.

Ela começou a gritar, mas não conseguia abrir a boca por conta das agulhas. No desespero para tentar abrir-la, ela começou a engolir várias delas. E cada um que passava por sua garganta, ia perfurando todo seu pescoço e seu peito, elas pareciam se multiplicar dentro da boca da minha esposa.

Ela caiu no chão pois estava perdendo muito sangue. Peguei o celular para ligar para a emergência mas, era tarde de mais. Minha esposa morreu em meus braços com várias agulhas em sua boca. Quando a ambulância chegou, ela já estava morta. Acharam no início, que teria sido eu, mas toda a investigação me deixou isento de qualquer culpa. A senhora nunca mais foi vista novamente.

Cuidado com os doces que você compra na rua.