Café de Domingo - Continuação

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Há 1 dia

C]Ao ver aquela figura na cozinha me olhando com um olhar frio e sem expressão, percebi que aquele não era meu marido. Vitor não estava na cozinha e aquilo que ali em pé estava era algo com a aparecia dele, mas não o era.

[C]Voltei rapidamente para o quarto tranquei a porta. Minha ainda estava na linha depois que deixei o celular cair no chão. A ouvi gritando pelo meu nome pois achava que eu havia desmaiado ou acontecido algo pior. Peguei o telefone do chão e disse que eu estava bem mais que precisava desligar.

[C]Não a deixei falar e logo desliguei deixando-o novamente cair no chão. Sentei na cama e fiquei a pensar no que fazer, no que era aquilo na cozinha quando, ouvi ele me chamar no mesmo instante em que andava em direção ao quarto. Sua voz estava diferente e parecia cada vez mais irritada quando chamava meu nome mais eu não respondia.

[IC]Alice!... Me responde amor!... Estou indo até aí... Quero lhe dizer algo...

[C] Peguei algo pesado para colocar na porta e impedir sua entrada. O desespero tomou conta de mim e todo o medo, pavor, tristeza e dor pela perda de Vitor veio tudo de uma vez em um turbilhão de lágrimas e choro. O que estava acontecendo... O que era aquilo em minha casa.

[C]Ele começa a bater na porta e tentar entrar. Pego o telefone e tento ligar para a polícia, é a única coisa que posso fazer agora. Preciso sair desse pesadelo.

[C]O peso que tinha colocado na porta não suporta e cai ao chão, no instante em que ele consegue entrar no quarto. Tento correr mas ele está bloqueando a única saída.

[C]Ele olha para mim com um sorriso bizarro no rosto. Dentes afiados e ponte agudos são revelados e pela canto de sua boca começa a escorrer sangue e um tipo de gosma preta.

[C]No desespero corro para cima dele na esperança de consegui-lo derruba-lo e assim, escapar, mais ele era forte e alto, não teria chance, mas tentei assim mesmo. Quando corri e o empurrei, ele segurou meus braços e num movimento rápido mordeu meu pescoço tirando um grande pedaço, mastigando e comendo.

[C] Caí no chão meio desacordada mas ainda consegui ver ele se abaixando e cheirando meu corpo como um animal antes de se alimentar de sua presa.

[C]Ele se aproximou do meu ouvido e disse: "Acorde!"

Abri meus olhos e estava na cama, olhei para o lado e Vitor estava dormindo tranquilamente. Não consigo acreditar que isso tudo foi apenas um pesadelo. Lágrimas ainda escorriam pelos meus olhos, nesse momento senti que foi um pesadelo intenso e que parecia real. Suspirei aliviada, me embrulhei e abracei meu marido forte e apaguei.

O relógio despertou pela manhã às 6h. Virei para desliga-lo enquanto sentia Vitor se levantar ao meu lado. Continuei deitada pois era domingo e queria ficar ali por mais... Não... De novo não...