A Realidade é Chocante

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Por Chaos
Há 3 semanas

Estamos intocados há alguns meses,
Tudo tende a nos decepcionar,
Temos tudo do bom e do melhor,
Somos jovens, então por que reclamar?

Sabe, o tempo passa,
E com ele, a tempestade também.
É um tanto confuso,
O mal não tem, ou contém.

Uma distopia, um universo infinito rogado de tal,
Um sonho utópico, uma morte divina, um tanto teatral.
Todos sonham em ser imortal,
Mas algum levou o título de pensador imoral.

Dez mil anos depois, futuro mudado, roubado, foi dilacerado,
Tudo no mundo, foi alterado.
Raras coisas permanecem sem conserto,
E as que sobram, foram vítimas de um desconserto.

A humanidade tem medo,
O medo que a chuva traz,
Não é um simples delírio,
É medo de voltar atrás.

Porque hoje somos fortes como máquinas,
Indestrutíveis tampouco incríveis, mas tão inútil detrás,
Por todo o tempo que passa e passou,
Não precisamos mais daquele "gás",
Que nos impulsiona pra ir sempre a frente,
A sociedade espera muito da gente.

Estão jogando trabalhos ao chão,
Enquanto perguntam quem foi o Pitágoras,
Expliquem teorias, Sócrates pseudônimo de Platão,
Perguntam sobre a filosofia,
Enquanto desrespeitam a nossa sociologia.

Não tem algo incorreto,
Não tem nada mal,
Continuam pecando, sempre sem igual,
Enquanto continuam a nos obrigar,
Não se preocupam com o mundo,
Pedem pra estudar.

As teorias que pedem pra ler,
Estão nos amarrando, não podemos nos render,
Embora os adultos dizem ser importante,
Não conseguimos, é exorbitante.

Mesmo tendo olhos, quase ninguém quer ver,
Enquanto perdido busquei entender,
De onde vem a maldade certeira?
Será que ela veio daquela fronteira?

Será que nos esconderão?
O medo, a paz, sutilidade, assombração?
Que assombra, não tem emoção,
Que peca de mais, não tem a intenção,
Mas que por fim, insiste em querer atenção.

Enquanto matamos, buscamos o amor;
Conquanto pecamos, saudamos a dor.
Pensando imortal, vi a coisa mudar;
Temendo, sofrendo, nada vi passar.

Os seres humanos continuam iguais,
Não tem nada de errado, porém ilegais,
Comparando os passados, estamos melhor?
Porém, essa vida, vai de mal a pior.

Se rebelar, criar coragem e xingar,
Não temos mais o direito de expressar,
A opinião própria citar, escravos surgidos,
Caso contrário, irão castigar.

Nós já estamos no futuro, mas nada está a cooperar,
Aos poucos a cidade expande, mas seus ditadores continuam a se auto depreciar,
Tememos tudo e todos, mas ninguém pode falar.

Estamos lentamente nos esgotando,
E não tem ninguém a se preocupar.
Somos humanos também, precisamos descansar,
E enfim algum dia, vamos desacreditar.

Do orgulho se fez real,
Real lentamente fatal.
Eu me descubro, me vejo sendo imortal,
É difícil, mas tenho que esconder o segredo de tal.

Não quero parecer apenas mais um odiador,
Apenas digo o penso, não fui feito de penhor.
A minha visão apenas quis mostrar,
Você não é obrigado, concorde ao concordar.

Eu sou o nada, eu sou o luto,
Apenas sou grato, grato por tudo.
Encaro um pensamento fechado por fim,
A minha mente inteira, se desprende de mim.

A realidade é chocante,
E do moralismo lentamente vai nos afastar,
Não tens a culpa, não tens a graça,
E isso nunca vai mudar.

Pedindo aos senhores,
Implorando por favores,
Que nem eles mesmos, podem cumprir,
A necessidade tamanha, temos que suprir.

Substituir, e degradar,
Dividir, não retirar.
Remoendo, vá penhorar,
Negociando, à acabar.

Comentários

Anônimo
Gostei, mas não entendi muito o final
01/10/2020