A Maldição do Natal

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Há 4 semanas

Você pode conhecê-lo por muitos nomes tais como Nikolaus, Santa Claus, Papá Noel ou o bom e velho Papai Noel. Tais nomes criados pela mídia para se beneficiarem da “magia do espírito de Natal”. Mas e se eles soubessem que o propósito do Noel está longe de ser bom e espalhar amor e solidariedade para o mundo? Eles parariam de vender suas marcas insignificantes e deixariam de estampar a foto do velho gordo em seus produtos? A resposta é simples: não.

Afinal o mundo de hoje é guiado por falsas esperanças, é mais fácil criar uma mentira boba do que tentar explicar a realidade. A história que irei contar a seguir não é bonita e iluminada por paz e esperança, nunca se viu algo tão tenebroso e fatídico como a história desse pobre homem. Um pequeno spoiler para começarem com o pé direito...no final, ele conseguiu o que queria.

Há muito, muito tempo atrás – Turquia

O nascimento de Nicolau não foi um evento nada importante para a família, por ser o mais novo de cinco filhos seus pais não tinham condições de bancar o recém nascido. Eles eram uma família muito grande composta por seus avós (já quase mortos), os pais (imperfeitos) e por fim os cinco filhos de idades distintas uns aos outros. Vivendo em uma mísera casinha perto da saída da vila, por ser uma casa minúscula o espaço era precário. O pai das crianças nunca foi um homem presente, seu trabalho na mineração ocupava sua vida de marido e pai – ele nunca aprendeu a ser bom nesses aspectos, só em encontrar carvão mineral para um sujeito rude e ambicioso -. As humilhações eram constantes por conta de seu forte temperamento, ele era tratado como lixo pelo chefe – mesmo assim, era nomeado o melhor minerador da região – apesar de não concordar com muitas atitudes do chefe, ele nunca o levantava a voz como um cachorrinho obedecendo os comandos do dono. Um cachorrinho, irônico não?

Ao chegar em casa os papéis se invertem de forma brutal, após passar horas no bar enchendo a cara de bebida alcoólica o homem infeliz por seu trabalho descontava toda sua raiva na família que o esperava com os olhos ardendo de desejo, os dias eram sempre os mesmos com muita humilhação, raiva e desgosto. A mãe aguentava as ofensas e tentações de querer fugir de casa com as crianças, mas logo desistiu da ideia ao chegar em uma conclusão: eles iriam morrer de fome ou de frio. Talvez até dos dois jeitos, a única forma era manter as aparências, está tudo bem mesmo nunca estando bem. Não era apenas Nicolau que sofria de problemas familiares, a convivência familiar naquela época era de fato um inferno em quatro paredes, ao andar pela vila ninguém sorria ou o cumprimentava, todos sempre com a mesma cara rabugenta e com olhar fulminante. Com o tempo Nic se acostumou com a solidão, ser criança em um lugar assim exalava melancolia. Não haviam crianças para brincar pois todas eram o reflexo de seus pais, crianças chatas e ignorantes. A melhor companhia de Nic surgiu em um dia quente de verão. Uma cadela que nomeou como Fragela, apesar de ser uma cadela boba e inocente, seus olhos eram marcados por dor e sofrimento. Ela sempre tentava chegar perto de alguém, não se importava se não iria receber comida pois seu maior desejo era alguém para brincar e poder proteger. Como seu instinto de proteção era bem aguçado, não havia nada no mundo em que ela tivesse medo, talvez seja esse o motivo de sua morte, a falta de medo a deixou fraca. O pai descobriu a amiga secreta e a envenenou com pão e caldo de carne, no mesmo ele levou Nic para visitar uma antiga amiga em uma fazenda, não foi um dia legal para o menino. Passou tempo todo correndo atrás de insetos no jardim e observando porcos famintos comendo restos de alimentos fedorentos. Nic estava proibido de entrar na casa. Quando voltaram, encontrou Fragela morta na porta de casa com as patinhas sujas de sangue. Ela tentou pedir ajuda, e mesmo com a mãe dentro de casa, Fragela morreu sozinha. Nicolau chorou e sentiu sozinho mais uma vez.

O tempo foi passando assim como as estações do ano, Nicolau deixou a infância para trás e agora sofria com a puberdade em seu cangote – mesmo com as mudanças em seu corpo, seu olhar triste e enfadonho continuou o mesmo-. Existia uma lenda na vila que dizia “Quando o inverno traiçoeiro atingir o seu ápice uma maldição diabólica irá se manifestar, as mãos do diabo por fim os matará” as xamãs da vila -assim por dizer- criavam essas lendas para assustar as crianças, assim elas não teriam curiosidade em saber o que há além das fronteiras da vila. Com a chegada do inverno os moradores da vila já não eram os mesmos, a fome era tanta que em plena luz do dia assassinatos brutais eram cometidos, o povo estava faminto e sem esperanças. O frio era tanto que grande parte dos animais de caça morreram congelados, os peixes pararam de se reproduzir e os últimos cardumes viraram janta de ursos impiedosos. Além dos assassinatos cruéis na vila, pais de família enfrentavam o medo e frio ao se aventurar além das fronteiras em busca de animais vivos – ou mortos – para alimentar suas famílias. Muitos não voltaram, os poucos que tiveram a chance de sobreviver, morreram de hipotermia ao colocar os pés dentro de casa. Inferno na terra, por fim as velhas xamãs estavam certas.

A família de Nicolau sofreu grandes perdas nesse período infernal. Seus avós morreram de gripe – frágeis demais para aguentar o inverno rigoroso – e apenas um irmão conseguiu voltar da guerra, com muitas sequelas visíveis tanto no corpo quanto na mente. Seu irmão mais velho Zarck lutou fielmente por seu país em território desconhecido, mas ao pisar em uma bomba escondida na neve, perdeu suas pernas em um só segundo. Foi um milagre Zarck estar vivo, mas a essa altura do campeonato seu olhar diz o contrário, ele queria não ter voltado para casa.

Diante de tantas perdas Berna – mãe de Nicolau – sofria calada e se sentia deslocada, trazia desconforto ao marido com alucinações que pioravam a cada dia. Em sua mente seus filhos eram vivos e saudáveis, mas por algum motivo o quinto filho morreu, mesmo Nicolau sendo o único filho saudável e vivo da família. Zarck faleceu em uma noite fria como as mãos de um defunto, deitado em sua cama rezando para alguém o salvasse da perdição.

Ao completar 16 anos no dia 6 dezembro, seu pai lhe levou para caçar renas. Era noite de comer o guisado de carne tradicional da família, Nicolau e seu pai vestiram roupas quentes e foram em busca de alimento para sobreviver. Ambos armados com arco e flecha, esperavam não voltar de mãos vazias para casa.

Ao chegarem na floresta ambos seguiram os sons como onças perseguindo veados, o foco e sua determinação ajudou a diferenciar o que acontecia ao seu redor. Qualquer rugido de urso era o sinal para desistirem da caça e voltar para casa, os ursos estavam mais furiosos que os humanos com essa escassez de alimento. Em um momento calmo o barulho de galho se quebrando chamou a atenção dos rapazes armados, em questão de segundos algo passou correndo ao lado direito de Nicolau, a surpresa foi tanta que o rapaz tropeçou nós próprios pés e caiu em uma vala. O impacto não foi tão grande por conta da neve, mas o rapaz sentiu uma forte dor no ombro esquerdo. Suas tentativas de levantar não deram em nada, pois a dor no ombro aumentava a cada movimento brusco que ele realizava. Tentou gritar o nome do pai diversas vezes, mas só ouvia o barulho das moscas tentando despejar seus ovos na água congelada do riacho. Em momentos de desespero Nicolau não percebeu que tinha companhia, bem próximo a ele em um buraco na terra havia um filhote de rena dando fracos gemidos de dor. Nic se espantou com a presença do animal, ele se perguntava como era possível o filhote estar vivo diante de tanto frio. Ao chegar mais perto do animal com muita cautela, Nic se arrastou entre o buraco para observar melhor o filhote. Suas patas traseiras estavam quebradas, ao que aparenta ele caiu da vala assim como Nic, mas as consequências foram piores para o carinha. Vê-lo ali chorar de dor em seu momento de fraqueza despertou a empatia que se encontrava adormecida em seu coração, o rapaz precisava ganhar a confiança do animal para conseguir tocá-lo. Assim o fez, com uma frutinha azul pendurada no galho, ele se arrastou e conseguiu apanhá-la. O filhote perdia muito sangue, logo iria morrer, seu tempo estava acabando. Em seus momentos finais, o filhote engoliu com cuidado a frutinha azul, o brilho em seus olhos logo se perdeu quando Nicolau tirou sua vida com uma flecha cravada em sua jugular.

“Rápido e indolor” Nicolau repetia diversas vezes observando o animal sem vida, por um momento até se esqueceu da dor insuportável em seu ombro. Voltou a realidade quando seu pai se aproximou, segurando uma rena pelo chifre e com o arco na outra mão. O homem visivelmente cansado observou a cena do filho caído e sujo de sangue, balançou a cabeça e disse:

- Bom trabalho garoto. Vamos embora antes que os ursos façam picadinhos de nós.

Nossa trágica história continua 30 anos depois da caça às renas. Nicolau se via com os cabelos grisalhos mesmo não tendo idade para tê-los, seu rosto cansado continuava o mesmo só com rugas a mais, o tempo passou e deixou sequelas em sua cabeça. Por conta disso ele decidiu focar um pouco do seu tempo nas pessoas ao seu redor, precisava se distrair já que seu trabalho era muito estressante. Barman, Nicolau servia bebida para metade dos homens da vila, a outra metade com certeza já estava em coma alcoólico. Em seu tempo livre ele costuma caminhar pela vila e observar de fora uma pessoa fascinante. Em uma determinada hora do dia, entre às 15h e 16h ele encontra a mesma mulher rezando ajoelhada na igreja da vila. A mulher com seus lábios cor cereja murmurava palavras insignificantes como “ajude-me” e “perdão”, sua postura era sempre a mesma, a pele rosada brilhava quando o sol da tarde atravessava os vitrais da igreja causando uma mistura de cores deslumbrantes. Apesar de nunca terem trocado olhares Nicolau sentia se apaixonar por ela a cada dia. Certo dia sua vida mudou quando caminhou na frente da igreja e não encontrou sua amada rezando. Por ser totalmente inesperado, Nicolau se sentiu perdido e inquieto. Ele precisava saber o que tinha acontecido com ela, não teria paz ao dormir se não visse seu rosto pelo menos uma vez. Ao tomar coragem, ele fez o que nunca faria. Entrou na igreja e foi andando com cautela no solo sagrado, era a sua primeira vez pisando em uma igreja – ele sempre teve curiosidade em conhecer lá dentro, mas se seu pai o visse lá o espancaria até perder todos os dentes da boca – mas no momento sua preocupação era outra, tanto que ele nem se importava em perder uns dentes.

A igreja por dentro superou suas expectativas, ele finalmente conseguia enxergar de fato a beleza estonteante que era aquele conjunto de peculiaridades religiosas. Os anjos esculpidos com expressões assustadas, como se fugissem de algo ou alguém, as pinturas e suas cores vivas, não pode deixar de se maravilhar com os vitrais. Finalmente Nicolau encontrou algo mais fascinante que a mulher da sua vida, aquela igreja prendeu sua atenção até o último momento. Não, ele não era de rezar, na verdade -quase- todos da sua família não acreditavam em Deus ou deuses. Não por escolha pessoal e sim por causa de seu pai rígido e ignorante, chegava a bater se visse a mãe ou algum dos filhos murmurando palavras sagradas. Mesmo sendo proibido, de vez em quando Nic encontrava a mãe rezando escondida deitada na cama, é óbvio que ele nunca contou ao pai, mas tinha inveja da esperança que a mãe tinha. Um tempo depois essa esperança morreu quando ela decidiu tirar a própria vida se afogando em um lago, Nic já não tinha mais lágrimas para chorar mas sentiu pena da mãe ao refletir sua vida.

Nic odiava seu pai por diversos motivos, mas concordava com ele em um dos seus princípios. O homem sempre dizia quando seus filhos faziam algo considerado “errado”:

- Liberte seus pecados, assim terás a liberdade que tanto deseja.

Durante um tempo o rapaz não entendia o que aquelas palavras duras significam, mas logo isso mudou, e tudo ficou mais claro.

Se não fosse por ela, Nicolau passaria a tarde completamente hipnotizado pela beleza do lugar, mas sua maior importância deu as caras no momento certo, ele precisava focar na mulher. Ele não sabe em qual exato momento ela apareceu, só foi surpreendido por sua presença ao tentar sair da igreja. Perdido em pensamentos, sua admiração foi reconhecida e Nic deixou de ser um completo desconhecido. A mulher estava diferente, sua aparência não era das melhores mas continuava sendo ELA. Havia terra cravada em suas delicadas unhas, o cabelo amassado dava a entender que não foi arrumado ao sair e seus olhos marcados por lágrimas passageiras. Parecia deprimida, mas viva. A mulher se sentou no banco da igreja e Nic a acompanhou, pegou um lenço e o laçou nós cabelos desarrumados - bem melhor assim - pensou. Ele balançava ansiosamente a perna direita com o que ela fosse falar, mas esperou pacientemente para ouvi-lá no momento certo. Foi ali naquele banco que tudo aconteceu, o amor vos uniu. Ela disse:

- Então você é o homem misterioso...peço desculpas, eu esperava estar em condições melhores para falar com você. Me chamo Mary.

Ao conversarem Mary explicou o motivo de ter se atrasado, por conta de uma doença rara seu pai não suportou e veio a falecer – justifica os olhos inchados, mas e a terra nas unhas? – como sua família vem de uma pobreza extrema, ela teve que ajudar a enterrar o pai em uma montanha ao leste. Aquela conversa foi de longe a mais preciosa para Nicolau, em meio a tanta tristeza finalmente ele teria alguém que correria céu e inferno por seu amor. Afinal, ela não tinha mais ninguém, sua mãe sumiu do mapa alguns anos antes. Sem precisar dizer em palavras, ambos entenderam seus papéis ao trocarem olhares. Uma troca justa para ambos, amor ao invés de solidão, quem se importava se eles não se amavam de verdade? Pelo menos estavam juntos, isso era o que importava para Nicolau, consequentemente para Mar também. Mas o que ela não esperava estava por vir, ao aceitar seu amor, algo pior tornaria a vida do casal uma perdição.

Nove meses se passaram e o relacionamento de Nic e Mary permanecia estável, ambos decidiram se casar em segredo e fugir para as Montanhas do Sul na Grécia. Era o único jeito de sair das garras do pai, apesar de ter perdido a visão em uma briga de bar ele ainda o trazia muita dor de cabeça. Não existia contos de fadas para Nicolau, apenas tragédia. A tendência é só cair, cair, cair até por fim desistir.

O ano se passou rápido e as noites congelantes de dezembro aprisionavam os moradores em suas devidas casas, o plano do casal de fugir estava quase completo quando foram surpreendidos por gritarias fora de casa. Uma multidão de moradores raivosos invadiram a casa onde o casal bolava seu plano de fuga, sem saber o que fazer Nicolau foi golpeado várias vezes por objetos cortantes. A multidão arrastava a mulher em prantos, gritando por misericórdia para o padre que os guiava para o centro da vila onde se faziam as execuções em público. Nic sentiu seu sangue congelar ao ver o destino da mulher, mesmo sem saber o porquê de estarem a levando para lá, ele tentou lutar mesmo sentindo dores em seu abdômen. Fracassado novamente, a multidão já havia prendido a mulher na fogueira gigante posicionada no centro da vila. Apesar do frio eles preferiram fazer a fogueira, isso só tinha um único significado: Mary estava sendo acusada de bruxaria. Nicolau tentava se aproximar da esposa mas era impedido, depois de todo o rebuliço o padre pediu o silêncio da multidão que gritava loucamente. Ele fez seu pronunciamento:

- Bruxa ardilosa e abominável! Foi encontrada fazendo feitiçaria para a pobre criança dos Mikaelsons que o destino era a morte!!! Ela foi contra os ensinamentos e vontades de Deus, por isso merece ser queimada e mandada de volta para a perdição de onde veio: o inferno! QUEIMEM-A!!

Ao ver as chamas subirem rapidamente, Nicolau desistiu de tentar lutar aos poucos seus próprios ferimentos o matavam também. A multidão enfurecida se calou com os gritos e recuou quando Mary deu seu último grito de vida, sua carne queimava e ardia os olhos dos fiéis, logo eles estariam de volta em suas camas sem ter um pingo de remorso em suas mentes. O homem sofrido se encolheu no chão tremendo de frio e pela dor, seu abdômen sangrava – ele tinha sido esfaqueado – com o coração carregado de ódio por todos aqueles que ajudaram na execução de sua amada. Ao olhar para a fogueira ele sentiu estar enlouquecendo, pois por algum motivo a imagem de um rosto nada normal se formava nas chamas que subiam. Talvez seja fruto de sua imaginação doentia – ou será que não? -. O rosto se projetava das brasas que subiam, ele encarava Nicolau com uma certa paciência e compreensão. Por alguns segundos ele pensou ser a a cabeça de Mary, mas ao levantar o olhar viu que ela ainda estava grudada no corpo. Logo percebeu que a coisa não era humana, o show de bizarrices continuou com a aparição de dois grandes braços e mãos peludas – o bastante para esmagar a cabeça de alguém – seguindo em sua direção, a besta colocou um papel amarelado no chão e disse palavras estranhas direcionadas à Nicolau:

- Eu posso fazê-la ter paz e você terá a vingança que tanto deseja. Me dê sua alma de pobre coitado e se junte a mim, seja meu aliado e vamos fazê-los se arrepender de viver! Assine no papel meu caro amigo, ou morra com o seu orgulho.

Completamente alucinado e sem caminhos para seguir, Nicolau aceitou a oferta da besta. O forte cheiro de carne queimada pairava sobre o ar curiosamente em formatos de flocos de neve, ao perceber o que aquilo significava, Nicolau ouviu um sino tocar ao longe. Sem pensar duas vezes a pena já estava em sua mão com seu sangue escorrendo, o contrato foi assinado e a maldição foi lançada.

O corpo de Nicolau foi encontrado por uma criança malcriada que saiu de casa para procurar o cachorro, totalmente congelado e sem vida olhando para a fogueira apagada com uma expressão diabólica e feliz. O menino entrou em choque e gritou de medo ao presenciar a lastimável cena, após ver Nicolau aquela criança se tornou sua primeira vítima da maldição. A vida do menino nunca mais foi a mesma.

Os anos se passaram e sua personalidade piorava a cada dia, ele fora de uma criança feliz para um jovem depressivo e distante de todos ao seu redor. O rapaz passou a não entender seus próprios sentimentos e vivia sendo completamente amargurado e infeliz, ele sabia que existia alguma coisa de errada mas era incapaz de descobrir a origem de todo aquele mal. Enquanto isso, a sementinha da maldade implantada por Nicolau crescia mais e mais até o jovem rapaz desistir de lutar e resolver acabar com seu sofrimento. Ele não via mais beleza em nada sua vida foi completamente dominada pela maldição. Milagrosamente esse rapaz cresceu e se tornou um homem, teve uma filha linda e saudável...mas o que o casal não sabia era que ela também carregava consigo a mesma sementinha. Por gerações e gerações, crianças nascem marcadas com a maldição criada por Nicolau, e o seu propósito? Fazer com que elas sofram até o fim de suas vidas.

Comentários

Anônimo
Obrigado por sua leitura! :)
23/12/2020
Anônimo
Muito bom! Parabéns
23/12/2020
Anônimo
Perfeito conto natalino!!! O plot arrepiou, muito bom.
24/12/2020
Anônimo
Estou morrendo de medo do Noel agora...hahaha
24/12/2020
Anônimo
Melhor conto de natal que já li! Ótimo
24/12/2020
Anônimo
❤️
25/12/2020
Anônimo
Adorei!!! Palmas
15/01/2021