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Sensualidade Mórbida

Em uma esquina deserta, uma garota de cabelos ruivos se torna a presa de um predador sedento, enquanto suas súplicas ecoam em um destino macabro.

A garota de cabelos ruivos,
Esquina deserta, solitária.
A voz doce que dialogava ao telefone me excita.
Exame de lembranças como abelhas com raiva.
Decolando em direção ao seu pescoço.

Suas súplicas voam inutilmente pelas janelas do carro,
Os gritos se soam como um chamado silencioso.
As cordas, uma vez secas, agora molhadas com suor e sangue.
O farol ilumina veados que atravessam a estrada com pressa,
Os mesmos que fitava desesperadamente o carro em alerta, como se soubessem o destino.

O carro para,
Assim como o coração de várias outras donzelas que já entraram nele.
Suas pernas exibem carne viva quando arrastada pelos cabelos ruivos como cereja,
As lágrimas que ela soltava regavam as flores do jardim do quintal.
Agora é a hora, tire sua jaqueta e cavalgue como se pudesse fugir daqui.

O sangue que escorre pelas pernas tinge o tecido da cama de vermelho-escarlate.
O líquido pegajoso de combate voa quente como uma erupção vulcânica.
A fuga dos olhos entreabertos com o cansaço.
Agonizando no fluido que se torna seco e gélido.
O grito veio, do fundo do pulmão.

Bebo o seu suor, gota por gota, agridoce.
O anfitrião grita para entrar novamente,
Minha mão aperta seu pescoço, já roxo.
O corpo pálido contorce, reforce, prazeroso.
As palavras que não pôde cuspir, engula.

Autor Principal Jeren
Publicado em 27 de janeiro de 2025
Atualizado em 25 de outubro de 2026
Categoria Poesias Sombrias

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